Bombeiro acusado de matar estudante em Taubaté se apresenta após ter liberdade revogada

O bombeiro militar Marcos Paulo Fujarra de Oliveira, de 28 anos, se apresentou espontaneamente na terça-feira, 6 de outubro, no quartel onde trabalha, em São Paulo. Ele é acusado de matar a tiros o estudante de Medicina Bruno Hashimura San Juliano, de 23 anos, durante uma briga de trânsito em Taubaté.
Marcos havia sido preso em flagrante após o crime, mas conseguiu liberdade provisória no dia 1º de outubro, durante uma audiência de custódia. Na ocasião, a Justiça determinou que ele respondesse ao caso em liberdade, com o cumprimento de medidas cautelares.
A situação mudou após a Polícia Civil concluir o inquérito e indiciar o bombeiro por homicídio qualificado. O Tribunal de Justiça de São Paulo decretou a prisão preventiva do investigado.
O cumprimento do mandado precisou aguardar o fim do período de restrição previsto na legislação eleitoral. Com o encerramento desse prazo, Marcos decidiu se apresentar.
A previsão é que ele seja levado nesta quarta-feira (7) ao 1º Distrito Policial de Taubaté, onde deverá passar pelos procedimentos relacionados à prisão e prestar novos esclarecimentos. Segundo a defesa, depois disso ele será encaminhado ao presídio Romão Gomes, em São Paulo.
Bruno foi morto a tiros na manhã de 30 de setembro, na Avenida do Povo, quando seguia para uma prova na Universidade de Taubaté (Unitau), onde cursava o quarto período de Medicina.
A investigação aponta que a discussão começou minutos antes, na Avenida Dom Pedro I. Imagens de câmeras de segurança ajudaram a polícia a reconstruir o que aconteceu antes dos disparos.
Segundo o inquérito, o bombeiro saiu do próprio carro, foi até o veículo de Bruno e quebrou o vidro da porta do motorista com golpes de cotovelo. Em seguida, efetuou os disparos.
Bruno foi atingido quatro vezes: dois tiros no tórax, um no pescoço e outro de raspão no braço. Mesmo ferido, ele conseguiu sair pelo lado do passageiro e tentou buscar ajuda, mas caiu cerca de 100 metros depois e morreu.
A Polícia Civil informou que não encontrou indícios de legítima defesa ou de tentativa de assalto, versões apresentadas pelo investigado no início das apurações. Nenhuma arma também foi encontrada no carro do estudante.
Uma testemunha que estava em outro veículo relatou ter presenciado parte da ação.
Ainda de acordo com a investigação, o bombeiro já havia se envolvido em pelo menos três outras brigas de trânsito com ameaças relacionadas ao uso de arma.
Bruno morava em Jacareí com a mãe, a esposa e o filho de dois anos.






