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Defesa de motorista de caminhão que arrastou carro na Via Dutra em São José dos Campos diz que ele não fugiu; PRF contesta versão

  • há 3 dias
  • 2 min de leitura

A Polícia Civil continua investigando o acidente em que uma carreta arrastou o carro de uma idosa por cerca de 700 metros na Via Dutra, em São José dos Campos. O motorista do caminhão foi ouvido nesta segunda-feira, 6 de julho, e, após prestar depoimento, foi liberado.


A defesa do caminhoneiro afirma que ele não deixou o local para fugir da responsabilidade pelo acidente. Segundo o advogado, o motorista não percebeu a colisão porque o carro da vítima estava em um ponto cego da carreta. Ainda de acordo com a defesa, ele decidiu seguir até um local considerado seguro para estacionar, já que o trecho da rodovia passava por obras e uma parada imediata poderia comprometer o trânsito.


O acidente aconteceu na altura do km 145 da Via Dutra, sentido São Paulo, na região da Vila Industrial. A motorista, de 83 anos, contou que precisou mudar de faixa por causa de um estreitamento na pista sinalizado por cones e, nesse momento, a carreta atingiu o carro.


A versão apresentada pelo caminhoneiro, porém, é contestada pela Polícia Rodoviária Federal (PRF). A corporação informou que os registros analisados mostram que o veículo reduziu a velocidade e fez uma rápida parada logo após o acidente, mas voltou a seguir viagem. Segundo a PRF, o caminhão passou em frente ao posto da polícia sem parar e o motorista também não acionou o telefone de emergência 191 para comunicar a ocorrência.


A polícia informou ainda que os dados do tacógrafo da carreta já foram encaminhados para a investigação. O equipamento registra informações como velocidade, distância percorrida e períodos de parada e deverá ajudar a esclarecer a dinâmica do acidente.


A concessionária CCR RioSP informou que havia um acostamento a cerca de 500 metros do ponto da colisão, onde o caminhão poderia ter parado com segurança. A empresa, no entanto, não confirmou se houve contato entre o motorista e algum funcionário da concessionária, como afirma a defesa.

 
 
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